chiaroscuro
fragmentos de um discurso amoroso sobre os desvãos que nos habitam
segunda-feira, 14 de maio de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
apenas desejos
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leonardo soares
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Abre-se o livro e o reino é distante
de tudo que conhecemos. Não há um feito heroico apenas, pois todos lutam a seu
modo para sobreviver. O rei existe e é tirano. As ruas cheiram ouro em barras e
pepitas, pois são feitas de imaginação. Quando os sóis nascem todos
os dias, é hora de regarimpar. As pessoas não conversam muito e se entendem
só de olhar. Lá os dragões bebem sangue, suor, lágrimas e toda a cachaça que houver. As pedras no caminho
são exatamente isso: pedras quase insuperáveis no caminho. Ali é proibido
sentir aquela saudade que torce o coração, pois ninguém aguenta saber a dor
que isso carrega. A solidão só é cultivada sozinha, não se divide nem com a sombra.
No final do arco íris tem sim um pote de ouro, mas ninguém jamais alcançou, a não ser o rei. Nas noites intermináveis, o sonho é de tudo que não é ali. Nesse livro não há números nem páginas,
apenas desejos.
[decalque de Rosaura Soligo a
partir do original, de Paty Yumi,
publicado em http://poisalgumlugar.wordpress.com/2012/04/21/livresco/]
sábado, 14 de abril de 2012
cidade invadida
![]() |
leonardo soares [texto e imagem]
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e ele calado, pensativo em alguma invenção, em
alguma magia, mesmo que fosse a mesma que fazia o céu escurecer de repente e as
águas caírem com braveza. imaginava o movimento da roça chegar na cidade e
fazer do centro comercial o meio do mato. cada rua, rio. cada travessa,
afluente. o beco mais esquecido, afluente do afluente. ou do ribeirão,
serpenteando feito cobra coral. e do mercado central um brejo. e no seu jeito
de imaginar, trocava o zunido metálico do fechar de porta das lojas pelo
barulho dos bichos que cantavam com mais força no entardecer, quando a
claridade minguava e a noite, de pouco em pouco, de par em par, tomando o
espaço do dia, tingia tudo com um azul quase triste. mas achava que era só
sonho de sonhador, sonho sonhado que nunca seria de verdade.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
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